sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cotidiano e Mágico 01: Tochas, velas e fogueiras.


                Começando nossa série de artigos, Comecemos por algo esquecido pela maioria das mesas, mas que pode render ótimas cenas de diversas maneiras, indo do humor até o terror, que é a Iluminação.

 
Elas não eram uteis só em Junho.

                Todo grupo adentra cavernas, dungeons, templos antigos ou florestas fechadas, isso é um fato e não me venha tentar dizer o contrário. Mas tirando casos específicos, quantas vezes vocês realmente já se perguntaram COMO estavam enxergando nesta situação sem ao menos uma maldita tocha!? Isso inclusive vale para o cara fã do Legolas que levantou a mão dizendo “mimimi eu sou um elfo mimimi” e esquece que visão noturna requer ao menos um foco mínimo e constante de luz por perto. 

USO COMUM

Obviamente já devem imaginar que em um mundo medieval típico não existe luz elétrica e a iluminação artificial era feita a partir de tochas, velas, fogueiras e outras fontes de fogo, que além de luz, era uma vital fonte de calor para as noites frias.

 Ta, lampiões medievais não eram assim, mas gostei da foto.

                Em cidades a iluminação noturna, quando existia, era feita a partir de lampiões em paredes de casas e em postes com lampiões acendidos todas as noites. Lampiões nada mais são do que aparelhos de ferro de tamanho variado com uso semelhante ao de velas. É usado óleo, azeite ou outro tipo de material inflamável para manter a chama por mais tempo, além da proteção das barreiras de vidro do lampião, que protegem a chama a mantendo por mais tempo. Em cidades de regiões afastadas e rurais até hoje se mantém o costume de encontros e festas ao redor de fogueiras e uso de lampiões.

                Também era o comum o uso de tochas, que são hastes de madeira com um dos lados cobertos por panos embebidos em breu, óleos, e outros materiais. Produzem uma chama maior do que a de um lampião ou vela, mas tem seu uso limitado pela falta de segurança do fogo sem nenhuma proteção e da própria queima do combustível e da madeira da haste, tornando sua duração limitada. Eram muito utilizadas dentro de castelos e criptas presas em paredes por suportes de ferro e obviamente em viagens a terrenos selvagens.
 Tochas são imprescindíveis em uma dungeon de respeito!

                Dentro de casas e para uso menor e mais controlado de iluminação, até hoje as velas fazem seu trabalho muito bem, e ironicamente pouco mudou em sua utilização. Velas são barbantes dentro de materiais com ponto de derretimento alto como gordura ou parafina e possui todo tipo de tamanho, cor e forma, porém sempre apresentando pequenas e pouco perigosas chamas.

USO MÁGICO

                Como já viram, chamas são vitais para a vida medieval e em um mundo mágico é certo que seriam influenciadas pelos magos!  Então fica uma lista de efeitos arcanos simples para melhorar a interpretação de locais importantes como capitais, castelos e laboratórios mágicos e onde você bem entender na verdade.
                
 Japoneses vendem pós pra fazer isso.


                - Colorida: Não precisa ser um mago pra criar chamas coloridas, na verdade a própria natureza muda a cor das chamas de acordo com a temperatura e os ingredientes químicos presentes no material consumido pelas chamas. É bem interessante encontrar locais adornados por velas e candelabros de luzes diferentes seja feito por um alquimista ou por feitiços simples, aliás, no caso de feitiços, nada impede que isto seja mais chamativo, como chamas de múltiplas cores ou que mudem de acordo com a situação.

                 - Seletiva: Criada por magos, esta chama ilumina ou mostra somente o que o mago especificar em sua criação. Deixando a pessoa ou objeto escolhido para não ser visto cada vez mais indetectável visualmente conforme a chama se torna a principal de um cômodo. Ou seja, tendo uma tocha seletiva como única fonte de iluminação de uma sala, todo objeto escolhido para não ser detectado estará invisível. Uma fonte de iluminação maior e sem este efeito ou sair do campo de ação do fogo fará o alvo aparecer.

                - Ilusória: Essa chama é aparentemente comum, porém não queima nem mancha com fuligem os objetos que toca. Pode ser feita tanta por alquimistas como por magos.

oh, wait.

                - Subaquática: Fogo é criado a partir de combustível e comburente, por isso se uma tocha dispuser dos dois ela criará fogo independente de onde esteja inclusive dentro d’água. É inclusive o caso dos sinalizadores atuais. Em mundos de fantasia criar tochas subaquáticas seria simples com o uso de feitiços menores e/ou alquimia.

                - Programável: O fogo acende e apaga quando o mago quiser ou a partir de algum evento especifico como palavra mágica, entrada de alguém em um cômodo, a cada X minutos, etc. Efeito muito útil, com usos desde iluminação até armadilhas mortais. Obviamente quanto maior a chama enfeitiçada, maior o esforço do mago.

                - Anti-ilusão: A chama identifica visualmente ou até mesmo destrói dependendo do seu tamanho ou potência do feitiço todo tipo de ilusão visual mágica. Alguns tipos inclusive detectam transformações físicas feitas a partir de feitiços ou poções, porém são mais caras e raras.

                - Radar: Especificado pelo mago criador da chama, ela muda de cor ou dá algum sinal quando sua luz toca algum alvo especifico.  Normalmente é necessário parte deste alvo (cabelo, sangue, pedaço no caso de objetos) para ser queimado no objeto que utilizará a “chama-radar”. Em alguns casos a chama envolve o alvo com uma aura luminosa, mas esses efeitos são mais difíceis de ser feitos.

Fogo moldável, está fazendo isso certo.

                 - Moldável: O fogo é encantado para molda-ser em uma forma especifica a partir de algum "gatilho"específico ou automaticamente ao ser acesa.

                - Móvel: Ao ser acesa a chama sai do pavio da vela ou lampião e passa a vagar como uma bola de fogo ao redor de seu combustível, seja em uma coordenada controlada, randomica ou seguindo algo/alguém.

     - Eterna: O combustível da chama nunca termina. E nem destrói o aparelho que a contém. (lampiões, tochas, etc.) Altamente recomendável combinar este efeito com alguma palavra ou gesto mágico que a faça “desligar” até o próximo uso. (Ou não para os mestres mais sarcásticos.)
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                E é isto meus 1d2 leitores! Começamos nossa primeira série de artigos e eu espero que tenham gostado e que possa ser útil um dia. Novas ideias para este tema são extremamente bem vindas nos comentários e eu lerei todos, TODOS! Mwauhauhua

2 comentários:

  1. Poste muito informativo e com muito conteúdo, vejo que você está se superando muito mesmo com os problemas na mão.

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  2. Eu tento, escrevendo aos poucos sempre dá pra terminar ~~

    E agradeço os posts, mereser mais que 5 estralas pela ajuda

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